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sábado, 26 de julho de 2008

736 OXOSSI

Oshossi

Oshossi era filho de Odé, e ambos eram caçadores; porém caçavam coelhos e animais de pequeno porte, o que lhes provinha a subsistência. Quando Odé adoeceu, Oshossi teve de caçar por dias e dias, e as coisas começaram a se complicar. Decidiu fazer um jogo para escutar os conselhos de Ifá, e então se dirigiu a casa do babalawo Orunmilá. O Odú Ogundamasa foi o que saiu, aconselhando-o a fazer um Ebó com instrumentos de caça (arco-e-flecha, lança, pólvora, bacamarte, etc). No mesmo dia em que foi fazer o Ebó, encontrou-se na sala de espera com um ferreiro chamado Ogum, que tinha ido consultar o oráculo na véspera, pois seu comércio de artefatos de ferro não andava bem. Ambos começaram a conversar sobre seus problemas quando descobriram que tinham tirado o mesmo signo de Ifá. Descobriram também que por falta de recursos, ambos não tinham podido comprar vários itens pedidos para o Ebó.

735 OXOSSI

Ogum não tinha conseguido pele de animais, coisa que Oshossi tinha em abundância. Oshossi não havia conseguido o arco-e-flecha de ferro em miniatura, coisa que a Ogum sobrava. O escambo se fez entre os dois e assim suas listas de Ebó ficaram completas. Ambos fizeram seus Ebós e lhes foi aconselhado colocar o pacote no mato mais profundo e virgem que conhecessem. Ogum então disse a Oshossi: “Eu moro no lugar mais afastado desse mundo. É lá que vamos colocar nosso Ebó”. Assim o fizeram, e Ogum convidou Oshossi para pernoitar em sua casa, posto que a noite caía e a distância era grande.

734 OXOSSI

Oshossi ficou encantado com a oficina de Ogum e este resolveu fabricar um arco-e-flecha de aço flexível com flechas de ferro para presentear Oshossi. No dia seguinte, Oshossi, com sua nova arma, ao invés de caçar um coelho, conseguiu apanhar um grande veado, que presenteou a Ogum. Este, com sua grelha, fez um delicioso churrasco, que ambos comeram. Oshossi, com a venda da pele e dos chifres, conseguiu um bom dinheiro; resolveu então permanecer naquele bosque, que era farto em animais que ainda não se assustavam com a presença dos homens, que ainda não conheciam. Com o resultado da venda das peles conseguia sustentar seu pai, com a carne alimentava seu novo amigo que, em troca, sempre lhe trazia novas flechas de ferro. E assim, até hoje, os dois são entregues juntos num só caldeirão, pois é da união que se produz a força.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

567 OGUM

África

Na Mitologia Yoruba, Ogun é o Orixá ferreiro, Senhor dos metais, ele mesmo forjava suas ferramentas tanto para a caça, como para a agricultura e para a guerra. Na África seu culto é restrito aos homens, existiam templos em Ondo, Ekiti e Oyo. Foi o filho mais velho de Odudua, o fundador de Ifé.

566 OGUM

Um Itan Ifá, explica como o número 7 foi relacionado a Ogún e o número 9 a Oyá.

"Oyá era a companheira de Ogún antes de se tornar a mulher de Xangô. Ela ajudava Ogun no seu trabalho; carregava docilmente seus instrumentos, da casa à oficina, e aí ela manejava o fole para ativar o fogo da forja. Um dia, Ogún ofereceu à Oyá uma vara de ferro, semelhante a uma de sua propriedade, e que tinha o dom de dividir em sete partes os homens e em nove as mulheres que por ela fossem tocados no decorrer de uma briga. Xangô gostava de vir sentar-se à forja a fim de apreciar Ogún bater o ferro e, freqüentemente, lançava olhares a Oyá; esta, por seu lado, também o olhava furtivamente. Xangô era muito elegante, seus cabelos eram trançados e usava brincos, colares e pulseiras. Sua imponência e seu poder impressionaram Oyá. Aconteceu, então, o que era de esperar: um belo dia, ela fugiu com ele. Ogún lançou-se à sua perseguição, encontrou os fugitivos e brandiu sua vara mágica. Oyá fez o mesmo e eles se tocaram ao mesmo tempo. E, assim, Ogún foi dividido em sete partes e Oyá, em nove, recebendo ele o nome de Ogún Mejé e ela o de Yansã, cuja origem vem de Iyá mésan - a mãe transformada em nove".

565 OGUM

O Guerreiro

Era um guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu próprio filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, "Rei de Irê".

564 OGUM

BRASIL

  • Candomblé

Ogum ou Ogun é um orixá africano, é a divindade do ferro e protetor de todos que trabalham com esse metal: ferreiros, agricultores, escultores, mecânicos e dos militares.

Na Umbanda e em terreiros da Bahia é sincretizado com Santo Antônio de Pádua e no Rio de Janeiro, com São Jorge.

563 OGUM

CUBA

Oggun é uma das deidades da religião yorùbá. Na santería cubana é sincretizado com São Pedro, São Paulo, São João Batista, São Miguel Arcanjo e São Rafael Arcanjo.

Oggun é o Orisha dos ferreiros, das guerras, da tecnologia é violento e interessante

Oggun é dono dos montes junto com Oshosi e dos caminhos junto com Eleggua. Representa o solitário hostil que vaga pelos caminhos. É um dos quatro Orishas s guerreiros. Suas cores são o verde e o preto.

É filho de Oduduwa e Yembo, irmão de Xangô, Oxossi, Oxun e Eleggua

562 OGUM

Ogum era no céu a divindade responsável pela ordem e os exércitos. Por ter este importante cargo, foi designado por Deus a formar um grupo de homens e mulheres para descer a terra e mistura-los aos seres que aqui habitavam, a fim de “civiliza-los”, posto que os terráqueos eram naquela época (mais ou menos 25.000 anos atrás), muito atrasados.

Com seu jeito rude e auto-suficiente, não consultou os sábios do céu e nem fez preparativos. Apenas foi para a viagem, com 200 homens e 200 mulheres. Quando aqui chegaram não encontraram comida de nenhuma espécie, pois não havia árvores frutíferas naquela época, e os homens não plantavam nada. Os homens e mulheres que com ele vieram reclamaram de sua fome, e Ogum os mandou sorver a seiva dos galhos tenros das árvores, mais isso não lhes abrandou a fome. Ogum então forjou algumas ferramentas para a plantação, utilizando como bigorna uma pedra, mas era inútil, pois não havia sementes. Sua missão fracassou. Voltou para o céu, e 17.000 anos depois outra missão aqui chegou. Desta vez, trouxeram sementes. Somando a tecnologia que Ogum havia deixado na terra: arado, enxadas, pás, picaretas, facas, etc., se pôde imediatamente plantar e colher rapidamente, graças a mágica de Elegba, que acelerava o processo de crescimento das hortaliças e árvores frutíferas. E então foi finalmente reconhecida a importância de Ogum, que tornou-se a divindade patrono dos agricultores e dos ferreiros, e tinha o epíteto de Ogum Alagbede Orun (ferreiro do céu).

561 OGUM

Certa vez Ogum propôs a Xangô que dessem uma trégua em suas lutas, pelo menos até a próxima lua que chegaria. Xangô fez alguns gracejos aos quais Ogum revidou, mas decidiram por uma aposta, continuando assim a disputa.

Ogum propôs que ambos fossem à praia e recolhessem o maior número de búzios que conseguissem e quem vencesse daria ao perdedor o fruto da coleta.

Deixando Xangô, Ogum seguiu para a casa de Oiá e solicitou-lhe que pedisse à Ikú (a morte) que fosse à praia no horário em que ele havia combinado com Xangô. Oiá exigiu uma quantia em ouro, o que prontamente recebeu de Ogum. Na manhã seguinte, Ogum e Xangô se apresentaram na praia, iniciando a disputa.

Vez por outra se entreolhavam e Xangô cantarolava sotaques jocosos contra Ogum. O que Xangô não percebeu é que Ikú havia se aproximado dele. Xangô levantou os olhos e se deparou com Ikú que riu de seu espanto. Xangô largou sua sacola com os búzios colhidos e desesperado se escondeu de Ikú. À noite Ogum procurou Xangô mostrando seu espólio. “Xangô, envergonhado, abaixou a cabeça e entregou ao guerreiro o fruto de sua coleta”.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

203 SHIVA YOGI

Os hindus consideram que SHIVA foi o primeiro yogi. Aqui na foto adota a postura (asana) mais conhecida e apreciada para as práticas de pranayama e meditação: a PADMASANA.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

114 ÁRVORE DA VIDA

Em algumas culturas, a árvore é o invólucro do espírito de um indivíduo morto; em outras, a árvore é a escada que cuida da ascensão das almas. Mircea Eliade categoriza 7 interpretações principais do simbolismo da árvore. Num todo, todas elas confluem para um eixo temático: o tema da evolução. Nesse sentido, a dentre todos os símbolos possíveis se ressalta a Árvore da Vida.

domingo, 26 de agosto de 2007

103 LEE ATLANTE

O MUNDO É DOS QUE SONHAM
QUE TODA LENDA É PURA VERDADE

102 ESPÍRITOS ATLANTES

Minha primeira grande escola holística, onde pude iniciar meus passos como terapeuta foi a Casa Francisco de Assis. Esse ano, fez-se a passagem de Cely de Menezes Bonfim, fundadora de um trabalho esplêndido. Ela, quando fui me tornar um terapeuta da casa, me disse: "vc foi um bruxo em Atlântida..."
Não me espantei pois já havia sido me dito a mesma coisa em psicografias no Colégio dos Magos. O interessante é o fato de que naquele centro de Umbanda, assim como nos centros de Umbanda em geral, se difundia a idéia não só da existência de Atlântida, mas também de espíritos atlantes...

101 DICIONÁRIO HOLÍSTICO: ATLÂNTIDA

"Quer sejam essas recordações as de uma traição antiqüíssima, quer se trate de uma utopia, Platão projeta na Atlântida seus sonhos de uma organização social e política sem falhas (...).
Assim a Atlântica une-se ao tema do paraíso, da Idade do Ouro, que sereencontra em todas as civilizações, tanto nas origens da humanidade como no seu término. Sua originalidade simbólica está na idéia de que o paraíso reside na predominância em nós de um elemento divino" (Chevalier, Jean & Gheerbrant, Alain; Dicionário de Símbolos; José Olympio; 14ª edição; RJ).

100 ATLÂNTIDA

"Os habitantes tinham adquirido riquezas em tamanha abundância que, sem dúvida, jamais antes deles nenhuma casa real possuíra riquezas tais, e nenhuma as possuirá facilmente no futuro... Duas vezes por ano, recolhiam os produtos da terra: no inverno, utilizavam as águas do céu; no verão, as que dava a terra, dirigidas para fora de seu curso (Crítias; Platão).

99 DICIONÁRIO HOLÍSTICO: ATLÂNTIDA

"A Atlântida, continente submerso, qualquer que seja a origem histórica da lenda, permanece no espírito dos homens, à luz dos textos inspirados a Platão pelos egípcios, como símbolo de uma espécie de paraíso perdido ou de cidade ideal. Domínio de Poseidon, que ali instalou os filhos que engendrara de uma mulher mortal; ele próprio ordenou, embelezou e organizou a ilha, que foi um grande e maravilhoso reino(...)"