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domingo, 24 de fevereiro de 2008

443 PLANETA DOMINANTE EM UM STELLIUM

stellium ocorrido em 1962

Sinto o planeta dominante num stellium muito ligado ao seu papel no mapa como um todo ontem analisei um mapa de um pisciano com sol a 29° e uma conjunção exata a 6° de peixes entre marte e mercúrio tbm conjuntos - formando o stellium - com Júpiter à 28° de aquário Neste exemplo, Júpiter é o dominante, pois é co-regente de marte e mercúrio que estão em peixes e ainda é o dispositor do sol Como Júpiter está em aquário (e tbm saturno), Urano em Leão afeta estes planetas No mapa do Romário há um stellium entre vênus (retrógrado) a 3°, mercúrio a 4° e o sol a 9° de aquário. Como urano está em virgem e saturno em peixes com júpiter em gêmeos, o dominante é mercúrio - que ainda é o planeta enquadrado. Como a cúspide do FC está a 22° de capricórnio, se ela estivesse 1 grau a frente, colocando vênus na Zona Plus, a dominância seria de VÊnus - que ainda é o dispositor da lua taurina do baixinho. esse mercúrio dominante sem dúvida caracteriza a velocidade de raciocínio fundamental ao jogador de futebol... só para lembrar, no começo de carreira não havia que o alcançasse... combinado à intuição e inteligência dessa posição mercuriana temos os ingredientes que ajudaram a constituir simbolicamente esse "gênio (aquário é signo de gênio msm) da grande área"

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

167 MAPA ASTRAL KURT COBAIN

A tendência ao suicídio no mapa de Cobain é acentuada.
Nem o Grande Trígono envolvendo os três signos de água (câncer, escorpião e peixes) que lhe conferiu grande sensibilidade e criatividade artísticas e musicais, bem como, reconhecimento, muito dinheiro e potencial mítico; ou mesmo uma Roda da Fortuna na quinta casa, típica de quem prospera, não foram páreo para o stellium envolvendo a conjunção Urano-Plutão e seu Ascendente.
Como Urano está na primeira casa, ele reconhecia a si mesmo como um Uraniano... rebelde, inflamado, elétrico, detonador, libertário, eternamente jovem. Como Plutão está na 12ª casa, ele não via em si, mas carregava poderosamente, seu lado mais obscuro e sombrio, capaz de chegar ao inferno que há depois do fundo do poço e sair de lá com uma nova canção...
Mas o risco de possessão é alto. De radialismo também. Quando dá certo te chamam de "visceral", quando dá errado, ops!, você se suicida... Bem no Ascendente, antena mais sensível de um mapa, ponto que determina nossa identidade básica: sem dúvida, o suicídio lhe conferiu um caráter de mito, mesmo que trágico, pois como em todo mito, tragédia é algo intrínseco.
Mas o estranho é que esse Stellium sofre a pressão de uma oposição que envolve seu Descendente, ponto astrológico que representa a parceira e os parceiros, e Vênus e Saturno: Vênus (regente da casa 8 - a casa da morte na Astrologia) também era uma dominação inconsciente sobre o músico. Saturno lhe forjou um compromisso que talvez não fôsse seu.
Mesmo marcante e mítica, sua morte também revelou a frágil porém humana condição espiritual em que se encontrava: contradição interna, pulsões poderosas, pressões de outros, um saco de retalhos energéticos-emocionais, desorientação, guiança errada, desperdício de talento...
Mas nada é perdido para a Alma.
Mesmo suicida, a Alma se reencontra e prossegue seu caminho de autotransformação e reconhecimento de sua divindade inerente. Afirmando (ao cometer) a negação (o suicídio), a Alma afirma seu compromisso de auto-aprimoramente e depura em si, como no harakiri de Hayashi, um potencial de violência que poderia ser dirigido a uma outra pessoa, o que criaria uma condição cármica desfavorável ainda maior.
Em próximas vidas, teremos um Cobain melhorado e se formos contemporâneos, teremos a sorte de curtir seu som ainda mais tempo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

36 MAPA ASTRAL DE GANDHI

Algumas considerações interessantes acerca deste mapa:
Gandhi era libriano com Ascendente em Libra, Sol na casa 12
Libra o signo da harmonia e do pacifismo, com a força transcendente deste Sol na 12. Além de pacifista foi um mestre espiritual, um humanista que deixou um legado de paz. Netuno em Áries na sexta casa, corrobora esse desarmamento e a prática espiritual como algo intrínseco ao cotidiano.
No Meio-do-Céu em Câncer, alguém cuja missão de vida iria transformar significativamente sua pátria. A presença de Urano ao lado do Zênite confirma que seus ideais são libertários... um ser que com a mensagem da não-violência e seguindo a cartilha de desobediência civil de Thoureau, conseguiu a independência de seu país. A Lua em Leão nesta 10ª casa fortalece seus vínculos com sua Índia e seu povo, como sua imensa popularidade atesta. Essa posição indica ainda um grande líder popular, um ser que seu próprio povo denominou Mahatma.
A conjunção Júpiter-Plutão revela todo o carisma e poder psicológico deste indivíduo em oposição com Vênus-Marte, mostra um ser em processo de profunda transformação que não poderia de nenhuma outra forma - sendo até mesmo radical - usar seus talentos e energia exclusivamente visando a satisfação pessoal. Nesse caso, Saturno na dois reforça esse caráter estóico, de um saddhu, um renunciante que não precisa de nada além daquilo que lhe garanta a sobrevivência e uma vida simples.
Mas aqui também está o signo de sua morte, nessa combinação: conjunção Júpiter-Plutão entrando na casa 8 - a casa associada à morte na astrologia - em oposição à conjunção Vênus-Marte em Escorpião: Vênus regente da sinistra casa 8 conjunto a Marte, planeta da violência, ambos em Escorpião, o signo da morte... mas se ele atraiu essa experiência cármica para libertar a si mesmo de suas próprias questões espirituais ele garantiu que a lição seria bem executada pois quando o sujeito lhe apontou uma arma, ele disse: "eu te perdôo". O homem então atirou no Mahatma e em seguida caiu em prantos...
Mas Mahatma Gandhi já havia cumprido sua missão subjetiva - transformar a si mesmo, sutilizando seu ser - e objetiva - libertou sua pátria e milhões de irmãos... então havia chegado a hora dele virar Mito, um Gênio Humano, como Júpiter e Plutão, um Mahatma...
Se em outros séculos
os arautos do Amor
morreram em cruzes
fogueiras
e no esquecimento
no século XX
eles morreram à bala

domingo, 29 de julho de 2007

26 MAPA ASTRAL

O mapa astral é um dos mais antigos instrumentos de autoconhecimento utilizado pelo Homem. A História da Astrologia confunde-se com a própria História da Humanidade. A relação entre o Homem e os Astros é o referencial fundamental na construção de visões de mundo que sustentam todas as culturas e sociedades do planeta. As noções de Deus - o conceito mais abrangente trabalhado pela consciência humana -, de finalidade da existência, de desenvolvimento espiritual, entre outras, estão intrinsecamente associados a esta relação Homem-Astros. Os místicos e os esotéricos (os Magos) consideram a relação Homem-Astros como a expressão de leis universais que dão conta do processo de manifestação e desenvolvimento da vida, do SER. Como falou Edgar Cayce, célebre médium norte-americano, em uma de suas leituras de vida:
"somos um deus a construir".
O simbolismo astrológico retrata a influência dos MITOS no psiquismo humano: o modo de ser, reagir, pensar, sentir, amar, relacionar, querer, afirmar, se comportar, agir, a personalidade, o temperamento, enfim, em toda uma complexidade daquilo a que denominamos Homem. Portanto, a Astrologia guarda, com a Psicologia Moderna, notadamente a psicologia de Carl G. Jung - muito mais do que a Astronomia, disciplina científica também originária da relação Homem-Astros - uma forte ligação. O Homem astrológico é o Homem que encarna MITOS. A expressão desses mitos são os doze signos zodiacais. Os signos representam padrões energéticos ou mitológicos específicos, são o macrocosmos que refletem no microcosmos - o Homem - seus talentos, suas tramas, seus dramas, suas vibrações. As configurações planetárias específicas do céu natal de um indivíduo representam a ativação, a afinação particular desse indivíduo. Podemos dizer, enfim, que o mapa astral é a foto do céu de nascimento e retrata o grande Mito de uma pessoa, o Mito que forma sua biografia. Ao sábio, que conhece as leis do Cosmos e de seu Grande Arquiteto, os astros revelam seus limites. Ao mediano, seu vaticínio.
“Conheça-te a ti mesmo” provérbio grego