Este Blog é um Canal Transdisciplinar, portal de intercâmbio entre disciplinas acadêmicas e conhecimentos holísticos que fundamentam o trabalho terapêutico de Everton Cardoso Junior. Seu Canal para o Conhecimento que leva ao Autoconhecimento. Vejam meu Canal no YouTube www.youtube.com/c/iemc2 Sejam Bem-Vindos! Namastê (21) 99552-0700
Mostrando postagens com marcador Universidade Holística. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Universidade Holística. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 28 de setembro de 2023
sábado, 7 de março de 2015
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
1474 PARA NÃO DIZER QUE EU NÃO DAS FLORES - O LIVRO
saiu galera
Esta dissertação de Mestrado trata da difusão das práticas e do ideário alternativos nos estratos médios urbanos, especificamente na cidade do Rio de Janeiro. Nosso objeto de análise é a terapia floral, uma medicina vitalista do início do século resgatada pelo complexo alternativo. Nosso objetivo aqui é demonstrar a relação existente entre o ideário da terapia floral e a trajetória social dos sujeitos que vão tornar-se terapeutas florais.
Nossa hipótese central é a de que a terapia floral, enquanto uma prática médica vitalista-alternativa, contribui para formulação de estilos de vida e concepções de mundo associados a uma “cultura alternativa” nos estratos médios urbanos. Por outro lado, enquanto possibilidade ocupacional no campo das práticas alternativas, a terapia floral produz alterações na biografia individual ao transformar o indivíduo em um sujeito ‘metamorfoseado’ ou ‘convertido’. Nossa discussão se desenvolve, portanto, no contexto da difusão de ideologias holistas no interior das sociedades individualistas modernas como representações de um Individualismo Libertário.
Categorias: Estudo Dos Homens, Estudo Das Minorias, Antropologia, Não Ficção, Corpo, Mente E Espírito, Ciências Humanas E Sociais
Palavras-chave: alternativas, antropologia, biografias, ciências, complexas, floral, holismo, humanas, individualismo, sociedades, terapia, terapias
https://www.clubedeautores.com.br/book/153923--PARA_NAO_DIZER_QUE_EU_NAO_FALEI_DAS_FLORES#.Ungj-BA4H-s
Esta dissertação de Mestrado trata da difusão das práticas e do ideário alternativos nos estratos médios urbanos, especificamente na cidade do Rio de Janeiro. Nosso objeto de análise é a terapia floral, uma medicina vitalista do início do século resgatada pelo complexo alternativo. Nosso objetivo aqui é demonstrar a relação existente entre o ideário da terapia floral e a trajetória social dos sujeitos que vão tornar-se terapeutas florais.
Nossa hipótese central é a de que a terapia floral, enquanto uma prática médica vitalista-alternativa, contribui para formulação de estilos de vida e concepções de mundo associados a uma “cultura alternativa” nos estratos médios urbanos. Por outro lado, enquanto possibilidade ocupacional no campo das práticas alternativas, a terapia floral produz alterações na biografia individual ao transformar o indivíduo em um sujeito ‘metamorfoseado’ ou ‘convertido’. Nossa discussão se desenvolve, portanto, no contexto da difusão de ideologias holistas no interior das sociedades individualistas modernas como representações de um Individualismo Libertário.
Categorias: Estudo Dos Homens, Estudo Das Minorias, Antropologia, Não Ficção, Corpo, Mente E Espírito, Ciências Humanas E Sociais
Palavras-chave: alternativas, antropologia, biografias, ciências, complexas, floral, holismo, humanas, individualismo, sociedades, terapia, terapias
https://www.clubedeautores.com.br/book/153923--PARA_NAO_DIZER_QUE_EU_NAO_FALEI_DAS_FLORES#.Ungj-BA4H-s
quarta-feira, 30 de março de 2011
1458 CURSO DE FORMAÇÃO HOLÍSTICA - 2011/2012
CURSO DE FORMAÇÃO EM TERAPIAS HOLÍSTICAS
TURMA 2011-2012
TURMA 2011-2012
O Centro de Terapias Integradas é uma Instituição Formadora em Terapias Holísticas, que propõe um novo modelo de cuidar, tratar e perceber o Ser Humano a partir do paradigma Holístico que pressupõe a integração terapêutica.
De uma perspectiva Holística, o equilíbrio interno do Homem e sua interação organizada com a Natureza e o Cosmos representa o verdadeiro estado de saúde, posto que o equilíbrio individual sempre está remetido a um equilíbrio maior de vida, existência e consciência global. Para alcançar esse equilíbrio o indivíduo precisa trabalhar suas demandas energéticas-espirituais, psicológicas e biológicas.
É no contexto destas concepções que o Curso de Formação em Terapias Holísticas objetiva a capacitação de profissionais, terapeutas e indivíduos, conferindo-lhes instrumentos de ação terapêutica, bem como, dispositivos de pesquisa e análise de sua eficácia, através das diversas disciplinas que compõem um corpo de conhecimentos teóricos e práticos forjadores epistemológicos deste novo campo profissional na área da saúde.
Indo um pouco além, o Curso de Formação em Terapias Holísticas mais que um Curso em si é um caminho iniciático, porque o caminho do terapeuta é em si uma iniciação. Aquele quem fomenta o equilíbrio tem por obrigação cuidar de seu próprio equilíbrio. Tornar-se terapeuta exige, além da formação profissional, a experiência e uso contínuo de técnicas, práticas e conhecimentos milenares que constituem o fundamento de nossa Arte de Curar.
Disciplinas:
Racionalidades Médicas;
Ética Profissional;
Psicoterapia Holística;
Terapia Floral;
Reikiterapia;
Astrologia;
Radiestesia;
Cromoterapia;
Trofoterapia;
Terapia Mineral;
Técnicas Corporais; etc.
INÍCIO: 16 de ABRIL de 2011.
DURAÇÃO: 12 MESES.
HORÁRIO: 10:00 – 16:00 (1 SÁBADO POR MÊS).
COORDENADOR:
Everton Cardoso (21) 9552-0700
Antropólogo (UFRJ), Mestre em Saúde Coletiva (IMS/UERJ)
Psicoterapeuta Holístico, Astrólogo e Tarólogo
Professor e Escritor
MAIORES INFORMAÇÕES:
evertonyod@yahoo.com.br ou 9552-0700
domingo, 13 de dezembro de 2009
1358 CORPO E CULTURA
CORPO E CULTURA
Everton Cardoso
O desenvolvimento da Antropologia enquanto saber está intimamente relacionado ao conceito de Cultura. Quando tentamos definir Cultura, geralmente pensamos em suas manifestações visíveis, externas em relação ao indivíduo e que se manifesta através de seu comportamento, constituindo os hábitos, trajes, rituais, instituições, etc., de determinados grupos sociais e regiões que englobam estes indivíduos. Entretanto, uma das importantes contribuições – talvez a mais importante – da Antropologia está justamente em demonstrar o caráter virtual, invisível da Cultura, algo inerente ao próprio indivíduo, presente em sua mente, em seu aparato psíquico.
Tentando equacionar em seu discurso a postulação de uma unidade biológica da espécie humana e a questão da diversidade cultural – especialmente enfatizada a partir do advento de uma Antropologia experimental, a Etnografia -, o empreendimento antropológico apresenta a Cultura como o fator primordial de humanização do “bicho homem”, fator que torna estável as reações comportamentais – biológicas – desse homem, funcionando como um mecanismo adaptativo (Velho & Viveiros de Castro; 1980:16). Não obstante, esta humanização não se realiza universalmente de um modo único, ao contrário, sua objetivação ocorre sempre através de um modo de vida particular.
1357 CORPO E CULTURA
Assim,
“como os recentes estudos de etologia animal demonstraram (...), a clara variedade dos comportamentos culturais baseiam-se em certos mecanismos biológicos. Mas o que distingue o Humano é a elaboração particular sobre essa base natural”. (Velho & Viveiros de Castro; 1980:16-17).
Este mecanismo que humaniza o “bicho homem” é, por excelência, um instrumento de comunicação. Este entendimento veio marcar profundamente as teorias produzidas pela Antropologia sobre a noção de Cultura – principalmente a partir dos trabalhos de Claude Lévi-Strauss. De acordo com o etnólogo francês, Cultura define-se por um complexo conjunto de códigos que regem as ações coletivas de um determinado grupo.
1356 CORPO E CULTURA
Deste modo, a definição de Cultura enquanto código, isto é, enquanto um aparato de regras interpretativas que permitem ao indivíduo atribuir sentido ao mundo em que vive, nos remete à outra noção essencial para a Antropologia: a noção de sistema. Compreender Cultura como sistema significa perceber e valorizar a racionalidade específica de cada sociedade. Toda Cultura desenvolve um ‘corpo coerente’, um conjunto composto de regras, ‘costumes’, crenças, comportamentos, etc., que dá sentido às partes. Portanto, mais do que as manifestações externas, empíricas das atividades de uma sociedade, a Cultura é conjunto de regras inconscientes subjacentes a estas manifestações.
Tais códigos que organizam e conferem sentido ao mundo sensível e que constituem a Cultura consistem em representações, em aparelhos simbólicos comuns ao grupo. Como um mapa que orienta o comportamento do indivíduo, Cultura não se confunde com o território, é uma representação abstrata deste e que permite ao indivíduo decifrá-lo, dividi-lo, classifica-lo.
1355 CORPO E CULTURA
Cultura é uma rede que se aplica sobre um território originalmente indistinto, impondo cortes, estabelecendo contrastes, diferenças e relações, criando fronteiras artificiais em um campo naturalmente contínuo: Cultura cria significados.
Tomando como exemplo a classificação que as diferentes sociedades produzem acerca do espectro de cores, podemos perceber como se instituem tais cortes culturais. Se em um determinado grupo social não se distingue a cor verdes do azul, isto não significa que aqueles indivíduos não percebam ou não vejam a diferença entre ambas, mas sim, que essa diferença não possui significado socialmente construído e partilhado por eles. Assim, vemos também que a Cultura sendo um sistema de classificação atua de modo arbitrário ao atribuir sentido/significado ao mundo sensível, enquanto um conjunto de regras inconscientes de interpretação da realidade produz certas realidades.
1354 CORPO E CULTURA
Temos sempre a impressão de estarmos lidando com um mundo intrinsecamente ordenado, impressão de que “o mundo é assim porque têm que ser assim”, isto é, não conseguimos ter a percepção da arbitrariedade e nossa própria visão de mundo. Tudo parece se justiçar por uma razão lógica e plausível, pensamos que “as coisas são assim porque precisam ser assim”, o que invoca uma sensação de necessidade, de naturalidade.
Nossa Cultura produziu uma idéia de natureza como algo que escapa e se opõe a Cultura. Por exemplo, nada nos parece mais natural do que nosso corpo, nossas sensações corporais, os fenômenos biológicos que comandam nosso corpo; sempre nos parece que o que cai no terreno da biológica, da fisiologia corporal escapa à arbitrariedade da Cultura, estamos aí no terreno do universal, do que é igual para qualquer sociedade, qualquer grupo humano – onde “as coisas são assim porque têm de ser assim”. Entretanto, nenhuma ação humana pode ser explicada pelo simples pragmatismo. Nosso corpo, a maneira como o usamos, a maneira como dele falamos, a maneira de organizar nossas sensações corporais, tudo isso é atravessado pela Cultura da qual participamos, tudo isso é atravessado por valores culturais tão arbitrários como qualquer outro artefato cultural. Nosso corpo é uma realidade tão simbólica quanto física: nosso corpo também se presta a dar sentido ao mundo à nossa volta.
1353 CORPO E CULTURA
Alguns exemplos de hábitos relacionados ao corpo ou às necessidades corporais, que nos parecem naturais ou justificados pela necessidade, mostram que eles também possuem algo de gratuito, de arbitrário, que responde por seu sentido simbólico, por seu poder de dar sentido, de “fazer o mundo significar”.
Nosso primeiro exemplo é o ato de comer. Nada nos parece mais natural do que a necessidade de ingerir alimentos, no entanto, tudo o que envolve esta necessidade biológica é tão gratuito e arbitrário: o que comer, como, quando, com quem, aonde, etc. Ou seja, o ato de comer encerra um complexo ato classificatório. Vejamos:
1352 CORPO E CULTURA
1-O que se pode ou não comer:
Nem tudo se é permitido comer e esta interdição é obviamente variável em cada contexto social. O que é classificado como comida corresponde a uma classificação do mundo, da natureza e sobretudo do mundo animal (animais comestíveis, domésticos, puros, impuros, etc.), portanto define a relação do homem com a natureza.
1351 CORPO E CULTURA
2-Como se pode comer o que se é comestível:
O que pode ser comido deve ser preparado dentre 3 possibilidades – o alimento deve ser comido cru, cozido, ou preparado de alguma outra forma. Esta necessidade de preparação dos alimentos comestíveis implica em certo distanciamento da natureza, em uma necessidade de transformar o que vem da natureza em Cultura. Temos , portanto, novamente uma forma de classificação do mundo e da relação do homem com a natureza.
1350 CORPO E CULTURA
3- Quando se pode ou se deve comer o quê:
Certos alimentos considerados especiais estão relacionados a festividades e rituais, bem como a momentos do dia. São os diferentes tipos de alimentos ligados a um modo de dividir o tempo, de marcá-lo através do que se come nas diferentes fases do dia e da vida e que dão um valor diferencial às partes do dia e da vida que resultam dessa divisão.
1349 CORPO E CULTURA
4- Quem pode ou deve comer o quê e quando na companhia de quem:
Muitas vezes a definição de determinadas categorias se dá através de proibições/prescrições alimentares. Temos aqui um modo de classificação das pessoas segundo determinados critérios: categoria social, faixa etária, gênero, status, etc.
1348 CORPO E CULTURA
5- O modo de comer:
O local apropriado para se comer institui uma série de divisões no espaço da casa – onde é possível/ aconselhável comer, onde é proibido – é portanto, uma forma de organizar esse espaço. Os utensílios usados (talheres, mesa, etc.) classificam também as pessoas que os usam: os modos à mesa estão entre uma das formas mais precisas de distinguir as pessoas, de determinar o grau de socialização de uma criança.
1347 CORPO E CULTURA
Por tudo o que vimos, podemos considerar as regras alimentares como pertencendo à nossa “gramática inconsciente” – que existe para dar sentido ao mundo – cuja transgressão provoca gafes além de graves transtornos (até mesmo fisiológicos). Cada refeição é um ato simbólico que comunicam alguma coisa sobre a forma como aquelas pessoas organizam e interpretam o mundo. Assim, todas as nossas ações, por mais pragmáticas que pareçam, são sempre um ato simbólico.
1346 CORPO E CULTURA
Portanto, através da maneira como usamos nosso corpo, como falamos dele e interpretamos suas mensagens, expressamos uma visão de mundo, nossa maneira de organizar o mundo. Vejamos agora como a Cultura se inscreve em nosso corpo: na relação mão direita x mão esquerda, temos uma classificação moral que constitui uma diferenciação no nível corporal determinando a preeminência da mão direita sobre a mão esquerda. Muitas vezes vemos nos diferentes contextos culturais, a mão direita ser considerada obrigatória, ao contrário, a mão esquerda aparece como interdita, e efetivamente a maioria das pessoas se torna destra.
A Cultura, então, inscreve no corpo as oposições de valores e contrastes do mundo moral:
1345 CORPO E CULTURA
SAGRADO | PROFANO |
MÃO DIREITA | MÃO ESQUERDA |
SOCIALMENTE APROVADA | SOCIALMENTE REPROVADA |
O QUE APARECE | OBSCURO/OCULTO |
SOLAR | LUNAR |
1344 CORPO E CULTURA
Essa classificação originária que sustenta toda vida moral de uma sociedade está para sempre inscrita no uso que o homem faz de cada lado do corpo. Tomando como exemplo as diferentes culturas temos entre os Yorubas a mão direita é usada para comer (não usam talheres) enquanto a mão esquerda é usada para se tocar nas coisas “sujas”; na Turquia a mão esquerda também é considerada “impura” em relação à mão direita e é utilizada para a limpeza corporal; também na Índia é a mão direita que pode tocar os alimentos. A mão direita é, portanto, moral, freqüenta o terreno do sagrado, enquanto que a mão esquerda cai na esfera do profano, das coisas “sujas”, “impuras”, interditas.
1343 CORPO E CULTURA
As diferentes modelações do corpo podem ser permanentes (como a circuncisão, escarificações,tatuagens, etc.) ou temporárias (como o controle de peso, a depilação, corte de cabelo, penteado, maquiagem, etc.). Os diferentes usos do corpo, por sua vez, implicam em um adestramento para o controle de:
1) suas necessidades fisiológicas (expresso por exemplo, nas mortificações religiosas, no arroto entre os árabes, no escarro entre homens e mulheres, etc.),
2) suas sensações corporais (dor, prazer, desconforto, bem-estar, frio, calor, etc.),
3) seus movimentos corporais (andar, correr, sentar, falar, tocar,etc.). Todo este adestramento do corpo pode ser designado como uma Cultura somática, isto é um conjunto de regras de decoro que definem:
1- A maneira mais adequada de cumprir os atos físicos mais cotidianos;
2- A maneira correta de como devem se desenrolar as interações físicas com os outros;
3- O grau de interesse e atenção que convém dar às sensações corporais e ao próprio corpo;
4- A maneira correta de falar do corpo, das sensações corporais, etc.
Assinar:
Postagens (Atom)
-
NOSSA ESCOLA PASSARÁ POR REFORMAS ... DEUSES TRABALHANDO ... Com o processo civilizatório que desenvolveu uma sociedade tecnológica m...
-
Ashoka (Devanāgarī: Aśoka ḥ , 304 BC – 232 BC) was an Indian emperor of the Maurya Dynasty who ruled almost all of the Indian subcontinen...
-
Lamentável o filme "Tropa de Elite", construído sobre ideologias reacionárias e violentas, não tem profundidade alguma na análise ...
