Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de junho de 2010

1447 O FUTURO DE UMA ILUSÃO



NÃO É SÓ FREUD QUEM QUESTIONA A NECESSIDADE DA RELIGIÃO À CIVILIZAÇÃO. ALÉM DOS REVOLUCIONÁRIOS FRANCESES E RUSSOS,
MARX, NIETZSCHE, SARTRE, COMTE,
DENTRE MUITOS FILÓSOFOS E CIENTISTAS
E INÚMEROS PENSADORES
QUESTIONAM A RELIGIÃO ATÉ MAIS QUE O CONCEITO DE DEUS
...
AFINAL, QUANTO SANGÜE FOI E É DERRAMADO EM NOME DO RELIGIOSO
...
CRISTÃOS, ISLÂMICOS, JUDEUS, BUDISTAS, HINDUÍSTAS... TODOS
COMETERAM AS MAIORES BARBÁRIES EM NOME DE SUAS CRENÇAS
...
NÃO DEFENDEMOS AQUI O ATEÍSMO
AO CONTRÁRIO, PARA FICAR CLARO
A EXISTÊNCIA DA ENERGIA UNIVERSAL CRIADORA
PARA NÓS É UM FATO ABSOLUTO
...
MAS NÃO PRECISAMOS DESSA RELIGIOSIDADE PRECONCEITUOSA E ASSASSINA, QUE AO LONGO DA HISTÓRIA FOMENTOU AS MAIORES DISCÓRDIAS E PERVERSÕES DA HUMANIDADE
...
A NOVA ERA CHEGOU
...
E COM ELA O TEMPO DA ESPIRITUALIDADE
...
ESPIRITUALIDADE COM BASE EM VALORES HUMANOS
E EM SÍMBOLOS DA PAZ, AMOR, CURA E SOLIDARIEDADE

...

SEJA BEM-VINDA A NOVA ERA

A ERA DA ESPIRITUALIDADE



namastê

domingo, 13 de dezembro de 2009

1363 LEILA LOPES




QUERO APROVEITAR ESSE CANAL HOLÍSTICO

PARA HOMENAGEAR A ATRIZ LEILA LOPES

"QUEM É QUEM PARA JULGAR ALGUÉM"


LEILA FOI VÍTIMA DO QUE CHAMO "CULTURA DE CELEBRIDADE"


E ACABOU POR COMETER O SUICÍDIO


ESSA "CULTURA DE CELEBRIDADE"


ALTAMENTE DOMINANTE NA SOCIEDADE BRASILEIRA


ASSENTADA NO INDIVIDUALISMO, NARCISISMO E PERVERSÃO


ISOLA AS PESSOAS, PASTEURIZA APARÊNCIAS E SONHOS, 

FAZ A TODOS ÁVIDOS POR SEUS 15 MINUTOS DE FAMA


FAMA FAMA FAMA


MESMO QUE ÊFEMERA


MAS A EFEMERIDADE DAS COISAS EXIGE CONHECIMENTO E CORAGEM


NÃO QUERO POLEMIZAR


"QUEM É QUEM PARA JULGAR ALGUÉM"


ALGUNS CONSIDERAM O SUICÍDIO UM ATO DE CORAGEM


COMO ANTROPÓLOGO VEJO AS DIFERENÇAS DE VALORES ENTRE AS CULTURAS



MAS COMO TERAPEUTA HOLÍSTICO CONSIDERO UM ATO DE DESESPERO



E  DE FALTA DE UMA COMPREENSÃO MAIS PROFUNDA ACERCA DO QUE A VIDA É


A VIDA É UMA ESCOLA


E MUITAS LIÇÕES SÃO DIFÍCEIS MESMO


TODOS ERRAM E REPETEM DE ANO



ENVELHECER É MUITO LINDO!


MAIS AINDA QUANDO CONSTRUÍMOS ESSE PROCESSO - QUE NA VERDADE É O VIVER, A CONSTRUÇÃO DE NOSSA BIOGRAFIA


COM MUITA SAÚDE FÍSICA, PSICOLÓGICA E ESPIRITUAL


"MYRA LA ESSENCIA
NO LAS APARENCIAS"



TODOS PODEMOS PERCEBER A ESPIRITUALIDADE APRISIONADA, UMA BONDADE E GENEROSIDADE INERENTES NA CARTA DESPEDIDA DA ATRIZ


EU ME LEMBRO DELA DA PROFESSORINHA DA NOVELA RENASCER


TINHA UNS OLHOS PROFUNDOS - RESSALTANDO TODA SUA SENSIBILIDADE


MUITOS ARTISTAS SÃO PESSOAS PROFUNDAMENTE ESPIRITUAIS POIS EM TERMOS SIMBÓLICOS,


O MESMO ARQUÉTIPO QUE TRAZ A SENSIBILIDADE ARTÍSTICA, TRAZ A SENSIBILIDADE ESPIRITUAL~MEDIÚNICA E AINDA A NECESSIDADE DE UMA PRÁTICA HUMANISTA


TODOS AQUELES QUE TIVEREM O DOM DA ARTE DEVEM DESENVOLVER SUA ESPIRITUALIDADE E HUMANISMO INERENTES


SENÃO SUCUMBEM PERANTE IDEOLOGIAS QUE DOMINAM ESSE MUNDO


IDEOLOGIAS QUE VALORAM O EFÊMERO

...



NAS APARÊNCIAS VOCÊ SUCUMBIU À "CULTURA DA CELEBRIDADE"


MAS NA ESSÊNCIA VC REVELOU SUA ESPIRITUALIDADE


A VIDA É MESMO UM PALCO DE TODAS AS CONTRADIÇÕES EDOS CONTRÁRIOS


DADAÍSMO DE TRISTAN TZARA


...


EM SEU BARDO, SE ENTREGUE COM TODA FÉ 


QUE A LUZ DIVINA LHE ENVOLVA EM PROTEÇÃO E AMPARO


O PERDÃO É PARA TODOS OS QUE CONHECEM A DEUS


...


MAS ESSA "CULTURA DA CELEBRIDADE NÃO TEM PERDÃO:


VCS FIZERAM MAIS UMA VÍTIMA

sábado, 28 de novembro de 2009

1335 CLASSE MÉDIA BRASILEIRA - UM PEQUENO RETRATO




O estilo classe média
Carta Capital - 17/11/09

Você delira quando Caetano Veloso diz que Lula é grosseiro e não sabe falar? Não perde uma coluna de Danuza Leão? Coleciona os livros de Ali Kamel? Parabéns, você é um típico representante da classe média brasileira, fiel integrante da elite branca, como definiu o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo. Pierre do Brasil, criador do blog The Classe Media Way of Life, conseguiu captar a essência desses seres que trafegam (raramente, pois quase sempre o trânsito está engarrafado) pelos Jardins paulistanos, a zona sul carioca, os bairros ditos nobres das capitais e os cada vez mais numerosos condomínios fechados. A seguir, um resumo de alguns dos textos do blog (classemediawayoflife.blogspot.com). 

1334 CLASSE MÉDIA BRASILEIRA - UM PEQUENO RETRATO


MORAR EM APARTAMENTO

O modus vivendi de nossos heróis médio-classistas, cuja característica mestra consiste no “morar em apartamento”, contribuiu para a instituição de uma nova realidade urbana não apenas pela geração dos “filhos de apartamento”. Outra esquisitice daí proveniente mudaria de figura as nossas cidades: os empreendimentos imobiliários. 



A evolução do “morar em apartamento” causou profundas mudanças na maneira como se constrói uma cidade. Se antigamente um edifício era projetado e implantado por um arquiteto, sobre uma malha urbana determinada por um urbanista, e colocado de pé por um engenheiro, atualmente a classe média só compra imóveis projetados por publicitários. O publicitário é uma figura de extrema relevância para a classe. É algo como um guru. Sua função extrapola a mera tradução dos valores do médio-classista e sua consequente materialização em forma de produto, para na verdade formatar a preferência desse cidadão e impor-lhe tudo aquilo que ele deve gostar. Se você quer ser um médio-classista normal, terá de gostar dessa situação. Do contrário será convencido por um publicitário. 



Com a cidade sendo construída pelos empreendimentos do departamento de marketing, o desenho urbano e as relações sociais vão tomando a cara da classe média. Todo prédio tem um nome, que quando não é o nome de um médio-classista falecido (com sobrenome italiano), é um estrangeirismo. Os idiomas preferenciais são o inglês, o francês e o próprio italiano. 


1333 CLASSE MÉDIA BRASILEIRA - UM PEQUENO RETRATO


Tendo este meio de vida se instaurado e solidificado no seio da classe média, o “filho de apartamento” passou a ser considerado uma espécie de instituição, de forma que os empreendimentos agora tentam redefinir as condições. Médio-classistas hoje em dia podem escolher morar em um empreendimento chamado Château De Douceur, onde estão disponíveis nas áreas comuns o “Espaço Kids”, para os pequenos brincarem o dia inteiro, o “Espaço Teen”, para os adolescentes, o “Garage Band”, para os filhos terem o direito de ser rebeldes, enquanto a empregada leva suco e biscoitos. 


Também há o “Woman’s Space”, para ficar vazio, enquanto você frequenta o salão do momento. O “Espaço Gourmet”, para dizer aos outros que você é refinado e cozinha por prazer, enquanto a empregada deixa tudo pré-pronto em segredo, e ainda lava as panelas. O “Fitness Center”, para ficar vazio, enquanto você paga uma academia perto do trabalho, e muitas outras salas com nomes estrangeiros. O objetivo disso, além de encarecer absurdamente o condomínio, é fornecer argumentos ao publicitário para que o tamanho dos apartamentos seja cada vez mais diminuto, no pressuposto de que ninguém ficará lá dentro com tantas atividades dando sopa no pilotis


1332 CLASSE MÉDIA BRASILEIRA - UM PEQUENO RETRATO


COMPRAR OS BEST SELLERS

Para o médio-classista é muito difícil arrumar um tempo pra ler. A vida atribulada, os negócios, a ralação diária para garantir as contas pagas (graças a Deus), os filhos, a faculdade, nada disso deixa tempo para uma boa leitura. Mas isso tem de ser feito, pois a superioridade intelectual é inerente à classe, e não há como declamar nas seções de cartas da revista semanal sobre a falta de instrução do povão se você não ler seus dois livros anuais.


Quem não tem tempo para ler tem de ser seletivo, e ser seletivo é uma especialidade do cidadão da classe. Então, para que todo mundo na Book Store saiba que você é classe média, vá direto aos best sellers. Ali você terá segurança para escolher um livro “da moda”, um livro que fará todo mundo no seu trabalho te admirar, um livro que todos vão querer emprestado. Apareça com algum best seller da semana e incremente sua reputação tanto de “culto” quanto de “antenado”, igual àquele cara que introduziu O Código da Vinci na turma do escritório. A lista dos mais vendidos nunca erra. 


1331 CLASSE MÉDIA BRASILEIRA - UM PEQUENO RETRATO


Por fim, neste novo jeito de morar, uma coisa é imprescindível: grades. O mundo lá fora é mau. A gente de bem está do lado de dentro. Por isso, no espaço urbano todas as características da classe média convergem para um único organismo, que é o “lado de dentro”. Médio-classista evita sair na rua. Rua é para pobre, é onde passa ônibus e onde estão os assaltantes. O médio-classista anda de garagem em garagem. Sem contato nem com o ar do lado de fora. Filho de apartamento tem alergia a fumaça, poeira, plantas de verdade e pobre. Assim, a cidade da classe média é hoje um núcleo fortificado, à espera de um ataque bárbaro a qualquer momento. Para isso, métodos de segurança dos mais modernos foram desenvolvidos, como lanças e homens armados. Dizem que em São Paulo uma construtora aguarda autorização do Ibama para construir um sistema de fosso com jacarés. 


Será o primeiro Eco-Security-Residence do Brasil.


13309 CLASSE MÉDIA BRASILEIRA - UM PEQUENO RETRATO

O leitor médio-classista, antes de tudo, é um eclético. Não importa o tema, não importa o autor: o que estiver na moda, se vender muito, ele compra. Mas sempre há os gêneros que fazem mais sucesso: mistério, esoterismo, espiritismo, política e autoajuda sempre são considerados bons livros. Mas se você quer mesmo é botar pra quebrar, pode ir às últimas consequências do médio-classismo e apelar para os “gênios” desse público: Paulo Coelho, que tem mistério, esoterismo e autoajuda, tudo misturado; Ali Kamel, que junta política e ficção; Dan Brown, só porque escreveu o tal Código... Mas se você, aspirante à classe, persiste num impasse diante de tantas boas opções da banca de best sellers, atente a um macete que nunca falha: na dúvida, compre o que tem a capa mais bonita. 

1329 CLASSE MÉDIA BRASILEIRA - UM PEQUENO RETRATO


PRATICAR O "CADA UM POR SI" NO TRÂNSITO

Para quem quer se comportar como a classe média brasileira, um ótimo ambiente de observação é o trânsito de nossas grandes cidades. Ali podemos estudar, por imersão total e com riqueza de detalhes, os valores desse peculiar grupo social. 


O médio-classista encara o trânsito como se fosse uma grande batalha em defesa do seu direito individual prioritário de ir e vir, o que significa que cada indivíduo da classe, no trânsito, tem prioridade um sobre o outro e vice-versa (numa estranha equação ainda não resolvida pela matemática). E todos têm prioridade sobre os pedestres (esse ponto já é bem mais fácil de entender). 

1328 CLASSE MÉDIA BRASILEIRA - UM PEQUENO RETRATO


Para encarar o trânsito, cada cidadão da classe deve estar equipado com seu carro. Se uma moradia médio-classista possui, por exemplo, quatro habitantes em idade para ser condutores, o ideal é que ali haja quatro carros. O carro é uma importante propriedade desses cidadãos, e seu interior é seu mundo particular, uma extensão de sua casa sobre rodas. Por isso, o carro para esse público precisa ser equipado com “insulfilme”, equipamento de som, ar-condicionado e lugar para, no mínimo, cinco passageiros (para levar objetos e peças de vestuário, uma vez que raramente o carro do médio-classista trafega com mais de uma pessoa, além do motorista). Tudo isso garante que o que realmente importa (o mundo particular do condutor) esteja muito agradável, a fim de evitar o contato com o mundo exterior, totalmente desprezível. Para este, há um mecanismo de comunicação denominado buzina. 


Você, aprendiz de médio-classista, precisa aprender que é necessário se revoltar com as atuais condições do trânsito. Assim, no seu papel de cidadão politizado e pagador de impostos, deve exigir das autoridades que abram espaço na cidade para mais carros. Que desapropriem, botem a cidade abaixo, mas garantam a duplicação das vias até resolver o problema. Fique revoltado também pelo fato de o governo se preocupar mais em, violentamente, coibir seu direito sagrado de ingerir álcool do que abrir mais acessos para o seu carro trafegar mais rápido. 

1327 CLASSE MÉDIA BRASILEIRA - UM PEQUENO RETRATO

O primeiríssimo passo para entrar na classe é abandonar o transporte coletivo, o Metrô e até mesmo a bicicleta (esta somente pode ser usada para lazer, e, mesmo assim, deve ser transportada de carro até o local do uso). No transporte coletivo você está num espaço público, sujeito a ficar perto de pobres e nada ali é “só seu”. É muito melhor que você trafegue dentro de sua bolha de vidro e metal, “privatizando” (aprenda a adorar esta palavra) cerca de 10 metros quadrados do espaço público, com uma máquina de mil quilos que queimará petróleo para transportar uma pessoa de 70 quilos, a fim de garantir seu merecido bem-estar até seu destino. Você tem direito, você é da classe média. 

1326 CLASSE MÉDIA BRASILEIRA - UM PEQUENO RETRATO


AFIRMAR QUE NÃO EXISTE RACISMO NO BRASIL

Para se tornar um genuíno membro da classe média brasileira, você não pode ser racista. Simplesmente porque, na ótica da classe, o racismo não existe no Brasil. Não existe privilégio para nenhuma raça, tudo se pode conseguir pelo esforço e trabalho, seja a pessoa médio-classista ou negra. Convença-se disso. 


Racismo, hoje, talvez só nos Estados Unidos. Ali sim já se praticou racismo “do bom”, racismo “de raiz”, onde qualquer um pode encher um neguinho de porrada ou atear fogo na casa dele quando quiser... Mas, hoje, nem lá as coisas são como eram... o presidente deles é negro, então os negros não têm do que reclamar. 



Tome cuidado! Essa história de cotas, de segregação racial, de discriminação e tratamento diferenciado não pode afetar sua culta percepção do mundo, a percepção de quem recebeu uma bela educação paga nos melhores colégios católicos. Você deve entender isso como mera coisa de livros de História, que ninguém lembra mais, da época em que trouxeram os negros escravizados da África, situação que logo mudou quando a Princesa Isabel assinou a tal parada, e desde então brancos e negros têm acesso ao que quiserem em igual condição. 

1325 CLASSE MÉDIA BRASILEIRA - UM PEQUENO RETRATO


Para demonstrar a seus estimados colegas da classe o quanto você faz por merecer a aceitação no grupo, discuta, sempre que surgir o tema, sobre como os negros simplesmente não querem estar na mesma posição dos brancos (lembre-se de representar uma “indignação analítica contida” quando disser isso). Você causará suspiros de admiração, será ouvido e respeitado por seus pares. Argumente que, se você conseguiu chegar onde chegou, qualquer negro também conseguiria, pois este é um país onde o mérito funciona e é a base de tudo.


Diga que você acha estranho, mas talvez, por uma questão de gosto pessoal, eles prefiram jogar capoeira a ir para a universidade (novamente contenha a indignação de palestrante culto). E dê o veredicto: se os negros estão reclamando, botando a culpa nos brancos, querendo cotas, se organizando em grupos culturais, movimentos de ações afirmativas e bandas de música black, eles é que são racistas. (Neste ponto, você fica autorizado pela audiência a ignorar a autocontradição.)


1324 CLASSE MÉDIA BRASILEIRA - UM PEQUENO RETRATO

Por fim, para dar o golpe de misericórdia e carimbar de vez seu passaporte ao mundo da classe média, fale sobre sua relação com os negros. Decore: você não deve ter nada contra nem a favor deles. Você os trata como qualquer pessoa e às vezes com humilde magnificência, até dá bom-dia ao jardineiro do prédio e à diarista. Você não namoraria uma pessoa negra, mas até daria uns pegas (se ela não contasse pra ninguém). Você acha que o governo tinha de criar escolas técnicas para “capacitar” pessoas para o trabalho manual, o que é uma ótima alternativa para os negros arrumarem emprego. Defenda o ponto de vista que explica que as universidades, o Judiciário e a alta sociedade têm pouquíssimos negros apenas por coincidência, ou até mesmo por uma questão estatística: eles existem mesmo em menor número, tanto que você quase não os vê nas festas que frequenta. 

1323 CLASSE MÉDIA BRASILEIRA - UM PEQUENO RETRATO


ACHAR QUE DEUS TE CONSIDERA MELHOR QUE OS OUTROS

O médio-classista não apenas acredita em Deus, como acredita que Deus gosta mais dele que dos outros. Não obstante sempre soltar um “graças a Deus” a tudo que se refere a seu patrimônio, quem é da classe justifica sua condição de privilégio com o status autodeclarado de vontade divina. 


É uma espécie de herança torta das antigas dinastias e da nobreza europeia, de quem os médio-classistas acreditam piamente descender em linhagem pura e imaculada. Tal qual seus espelhos (distantes geográfica e cronologicamente), eles pretendem incutir no interlocutor a ideia de que seu bom berço é uma escolha divina, em detrimento da família meia-boca de quem estiver ouvindo. Por isso, eles não se acanham em recorrer ao seu deus para as coisas mais corriqueiras de suas vidas. 



Portanto, se você pretende entrar para o seleto e abençoado mundo da classe média, trate de colocar Deus no meio de suas frases, dizendo que é culpa Dele você possuir bens materiais, e seu empregado não.


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

1304 UNIBAN DOGVILLE

 NOTA DE REPÚDIO


UM DOS FATOS QUE ME IMPRESSIONARAM ESSE ANO FOI A MANIFESTAÇÃO DOS ALUNOS DA UNIVERSIDADE BANDEIRANTES (UNIBAN) REPUDIANDO A ALUNA QUE SE VESTIA COM MINISSAIA... PIOR QUE O ALVOROÇO QUE OS ALUNOS FIZERAM - ALVOROÇO ALIÁS, ASSENTADO EM PRECONCEITO - FOI VÊ-LOS TENTANDO JUSTIFICAR O ATO.

AINDA PIOR FOI A DECISÃO INICIAL DA REITORIA DA UNIVERSIDADE DE EXPULSAR A ALUNA QUE, NA VERDADE, FOI VÍTIMA DO PRECONCEITO. MESMO QUE TENHAM REVOGADO A DECISÃO - SINAL DE MÍNIMO BOM SENSO - FICOU NA CARA QUE ISSO SOMENTE ACONTECEU EM FUNÇÃO DA REPERCUSSÃO DO CASO - QUE ATRAIU ATÉ A MÍDIA INTERNACIONAL.


MESMO QUE A MOÇA EM QUESTÃO ESTIVESSE PELADA - O QUE ACARRETARIA EM ATENTADO AO PUDOR - O PROCEDIMENTO CORRETO SERIA A CHAMADA DA POLÍCIA... DETALHE É QUE A POLÍCIA FOI CHAMADA PARA PROTEGER A MOÇA DA HORDA DE PESSOAS PRECONCEITUOSAS QUE IMPORTUNAVAM DE FORMA ABSURDA.


SOMENTE NUMA TERRA DE LOUCOS CONSIDERAR-SE-IA A ATITUDES DOS ALUNOS COMO NORMAL.

TODOS AQUELES QUE VAIARAM A REFERIDA ALUNA EM NOME DA "MORAL E BONS COSTUMES" COMETERAM O CRIME DE PRECONCEITO SOCIAL - DA MESMA FORMA A PRÓPRIA UNIVERSIDADE, CONIVENTE COM A POSTURA DE SEUS ALUNOS.


NÃO HÁ JUSTIFICATIVAS PARA O PRECONCEITO, ESPECIALMENTE QUANDO PARTE DE UMA INSTITUIÇÃO QUE, EM VERDADE, DEVERIA PROMOVER VALORES UNIVERSAIS DE SOLIDARIEDADE, TOLERÂNCIA, COMPREENSÃO, COOPERAÇÃO, ETC.

AGORA, FICA A PERGUNTA:

QUEM, EM SÃ CONSCIÊNCIA, VAI QUERER ESTUDAR NA UNIBAN?

E MAIS:

QUEM VAI QUERER UM PROFISSIONAL DA REFERIDA UNIVERSIDADE?

...

ISSO TUDO É UM RETRATO DO BAIXO NÍVEL SUBJETIVO QUE ASSOLA NOSSA SOCIEDADE. PESSOAS QUE TÊM 2 OU MESMO 3 GRADUAÇÕES EM UNIVERSIDADES COMO ESSAS E QUE SE ACHAM O MÁXIMO E NA VERDADE SÃO A EXPRESSÃO TUPINIQUIM DO CLÁSSICO "DOGVILLE" ESTRELADO POR NICOLE KIDMAN.

TAL COMO A GENI BUARQUIANA, A MOÇA FOI VÍTIMA DE UMA COMUNIDADE PRECONCEITUOSA, ABUSADORA.


SE BOBEAR, ESSAS PESSOAS ACHAM QUE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER É ALGO NORMAL, DIRIAM: "ELA É QUEM PROVOCOU".

NADA MAIS FASCISTA.

domingo, 30 de março de 2008

486 ESPIRAIS CÓSMICAS

ESPIRAIS CÓSMICAS
Como podemos nos considerar os únicos seres inteligentes do Universo? Não vou nem questionar essa inteligência, afinal, como prova o tratamento que damos ao Planeta e à Vida, a ignorância há muito parece ser uma característica mais humana. É só olhar um céu estrelado que essa observação como uma sábia intuição nos revela: a casa de Deus (não seria o próprio Universo?) tem várias moradas... Mas agimos com a habitual arrogância diante destas questões tão essenciais. E olha que já temos Conhecimento suficiente para entendermos melhor as coisas. Tudo bem, ao mesmo tempo em que se investe nessa Ignorância Geral - como os BBBs fazem sucesso? - eu vejo cada vez mais as pessoas em busca dessas respostas tão evidentes e cruciais que nos fazem sentir Humanos, demasiados Humanos, mas ao mesmo tempo nos projeta como Deuses criativos que somos. Como dizia o 'Profeta Adormecido', Edgar Cayce: "somos Deuses em construção" E nossas ferramentas são espirais ... CHOKU REI namastê

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

433 AMAZÔNIA USA COMPANY

Segue abaixo o relato de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata-se de um Brasil que a gente não conhece. "As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui. Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até pessoas com um mínimo de instrução. Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense, maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro. Se não for funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de Programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70% do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam apenas 30%, descontando-se os rios e as terras improdutivas que são muitas, para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades. (Na única rodovia que existe em direção ao Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km) existe um trecho de aproximadamente 200 km reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os mesmos não sejam incomodados. Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos americanos, europeus e japoneses. Desses 70% de território indígena, diria que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da FUNAI. Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar. A maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas reservas encontrarem-se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme, se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais, ou componentes naturais para fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties para empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos típicos da Amazônia... Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: É os americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí: 'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles, eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam. Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra, aqui vai ser a mesma coisa'. A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela. Nenhuma bagagem de estrangeiro é fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode causar um incidente diplomático)... Dizem que tem muito colombiano traficante virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania venezuelana por cerca de 200 dólares. Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO. Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de Socorro a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma utoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio daqui com a quase certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho. Um grande abraço a todos. Será que podemos fazer alguma coisa??? Acho que sim. Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique sabendo desses absurdos. Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag. Patog. FMRP - USP Opinião pessoal: Gostaria que você, especialmente que recebeu este e-mail, o repasse para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos telejornais antes que isso venha a acontecer. Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo a fim de antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação, no envio deste e-mail.. Celso Luiz Borges de Oliveira Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

432 TROPA DE ELITE = FASCISMO

Matéria publicada no site www.globo.com

"A "Variety", um dos veículos mais influentes da indústria cinematográfica, publicou nesta segunda-feira (11) uma crítica contundente sobre o filme brasileiro "Tropa de elite", exibido internacionalmente pela primeira vez durante o Festival de Berlim esta manhã. No texto, assinado pelo crítico Jay Weissberg, o longa de José Padilha é descrito como "a celebração da violência pelo bem, que funciona como peça de recrutamento para criminosos fascistas".

O autor sugere também uma suposta semelhança entre o uniforme e o distintivo do Bope - o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio - com os da brigada Cabeça da Morte (Totenkopf), guarda de elite da SS nos campos de concentração nazistas. Um dos argumentos da crítica de Weissberg consiste na escolha de Padilha em narrar a história a partir da visão de Capitão Nascimento (Wagner Moura), o que "reforça a identificação, mas também aliena os espectadores inteligentes que não precisam de explicações para cada conceito que já está sendo mostrado visualmente". "Ainda que o filme tenha sido o mais visto de 2007 no Brasil, o público de filmes de arte não deve perdoar o inescapável ponto-de-vista de direita", avalia Weissberg. O crítico da "Variety" reconhece, no entanto, que "Tropa de elite" traça um "retrato honesto" das favelas cariocas e da corrupção no sistema policial", mas afirma que isso é feito "celebrando policiais psicopatas e ridicularizando quaisquer tentativas de ativismo social"."

ESTÁ CERTO. É UM FILME FASCISTA MESMO QUE NÃO APRESENTA AS CAUSAS SOCIAIS DA VIOLÊNCIA BRASILEIRA E AINDA ESTIMULA UM COMPORTAMENTO VIOLENTO. NÃO É À TOA QUE QUANDO ERA EXIBIDO AQUI NO RIO DE JANEIRO, EQUIVOCADOS DE PLANTÃO FICAVAM URRANDO "CAVEIRA", O GRITO DE GUERRA DESSE ESQUADRÃO DA MORTE REVERENCIADO POR ESSE FILME MEDÍOCRE. JÁ PUBLIQUEI AQUI MINHA OPINIÃO A RESPEITO, VCS PODEM CONFERIR NAS POSTAGENS 231, 248, 249. namastê

domingo, 23 de dezembro de 2007

368 INDIGENISMO

Indigenismo

En primer lugar, la que estima el paso de. España como algo advenedizo y extraño que se yuxtapone a la población autóctona y que es preciso sacudir y expulsar con objeto de que aquellas espléndidas civilizaciones vernáculas recobren su vigor y su grandeza primitivos. La América española es una creación artificial, lo que cuenta es Indoamérica, e indigenismo se llama la doctrina redentora que es necesario predicar frente a la opresión de la conquista. Se utilizan los tópicos conocidos, se montan leyendas con hecatombes de indios pacíficos e inocentes y de tal modo se exagera la nota de brutalidad de los españoles, que Clemente Orozco, uno de los mas grandes pintores mejicanos, no ha podido por menos, criticando el indigenismo, que escribir estas paginas humorísticas: "La Conquista no debió haber sido como fue. En lugar de capitanes crueles y ambiciosos, España debió mandar una delegación numerosa de etnólogos, antropólogos, arqueólogos, ingenieros civiles, cirujanos, dentistas, veterinarios, médicos, maestros rurales, agrónomos, enfermeras de la Cruz Roja, filósofos, filólogos, biólogos, críticos de arte, pintores murales y eruditos en Historia. A1 llegar a Veracruz, desembarcar de las carabelas carros alegóricos enflorados y en uno de ellos Hernán Cortes y sus capitanes, llevando sendas canastillas de azucenas y gran cantidad de flores, confetis y serpentinas para el camino de Tlaxcala. Y después de rendir pleito homenaje al poderoso Moctezuma, establecer laboratorios de bacteriología, neurología, rayos X, luz ultravioleta, un departamento de asistencia pública, universidades, kindergartens, bibliotecas y bancos refaccionarios... Poner a Alvarado, a Ordaz, a Sandoval y demás varones fuertes de gendarmes, a cuidar las ruinas... Aprender ellos mismos los 782 idiomas diferentes que se hablaban. Respetar la religión indígena... Impulsar los sacrificios humanos, con departamento de engorde y maquinaria moderna para refrigerar y enlatar y sugerirle, muy respetuosamente, al gran Moctezuma que estableciera la democracia en el pueblo, pero conservando los privilegios de la aristocracia." Pero es que la construcción ideológica de Indoamérica es radicalmente falsa en su base y deletérea edemas, si de la misma se deducen sus naturales consecuencias. Es falsa en su base porque, sin perjuicio de los abusos inherentes a toda empresa humana, la medula del quehacer español en América no fue otra que la expansión del Evangelio. La Conquista no fue encomendada a empresas comerciales, provistas de concesiones y privilegios, que asegurasen, en todo caso, rentas ajustadas a la Corona, ni fue tampoco el resultado de una huida de grupos disidentes que buscaban cobijo a su preciosa libertad. La empresa española fue una empresa del pueblo y del Estado, fieles, absolutamente fieles, a la convicción ortodoxa que pliega y subordina los intereses temporales al mas alto servicio de Dios y de las almas. Por esto -y vuelvo a repetir que sin ocultar la existencia de pecados y pecadores-, cuando Alonso de Ojeda desembarca en las Antillas en 1509, no les dice a los indios que los descubridores pertenecen a una raza superior y distinta, sino que, animándoles, les enseña que "Dios Nuestro Señor, que es único y eterno, creo el cielo y la tierra y un hombre y una mujer de los cuales vosotros y yo, y todos los hombres que han sido y serán en el mundo, descendemos". "Nuestros amigos los indios", repetirán los Reyes de España, y para ellos, para que fueran respetados y amados como iguales, se dicta ese monumento de las Leyes. de Indias, que ahí está para gloria de los hispanos y vergüenza de los fariseos que han querido ocultar sus lacras vergonzantes lanzando manotadas de cieno sobre la estampa limpia de la verdad. Pero la construcción ideológica de Indoamérica no solo es falsa en su base, sino que es absurda en sus resultados, sobre todo si entre ellos se aspira a buscar estímulos y resortes a la unidad de nuestros pueblos. En primer lugar, países como Argentina, Uruguay y Costa Rica, donde apenas si existen vestigios de la población autóctona, quedarían automáticamente separados del movimiento;. Por otro lado, habría que detener el mestizaje, que los auténticos indigenistas han de considerar como producto híbrido, como una yerba malsana que es necesario expulsar o destruir con tanto o con mas ahínco que aquellos cuyo color y contextura siguen representando la conquista. Finalmente, conseguidas las metas deseadas y repuesta la situación en el punto de partida, en el instante mismo en que las culturas aborígenes quedaron paralizadas, nos encontraríamos con el espectáculo desesperante de miles de tribus, ligadas tan solo por el vinculo lugareño, separadas por abismos de incomprensión y de idioma, sin conciencia histórica nacional, entregadas a practicas y costumbres primitivas y, en muchos casos, despóticas y sanguinarias. La construcción ideológica de Indoamérica es inadmisible. Si hay algo en el indigenismo que merece beligerancia y que ha de recogerse con cariño y con amor es aquello que tiene de inquietud por mejorar el nivel de vida de los indios, en demasiadas ocasiones bajo, desolador e infrahumano; lo que tiene de afán por ir agregando a la cultura a las tribus en estado salvaje; lo que tiene de ambición por ofrecerles la posibilidad de ser, como ha escrito Lain, lo que fue en su época y con respecto a los hombres de su raza, el Inca Garcilaso. Pero esto no es otra cosa que Cristianismo a secas, continuación de esa sinfonía inacabada que hemos llamado la Hispanidad. La que prolongan, ensanchan y continúan los misioneros en las auras avanzadas de los infieles; la que hace de lo español, como escribe el chileno Jaime Eyzaguirre, no un elemento más en el conglomerado étnico, sino el factor decisivo y aglutinante, con fuerza y genio capaz de atarlos a todos, de armonizar las lenguas dispares de Méjico y hacer de Chile, no ya el nombre de un valle, sino la denominación de una vasta y plena unidad territorial. Si alguna vez hubo desprecio hacia los indios, no fue realmente durante la Colonia, sino en los años inmediatos y subsiguientes a la emancipación. Jamás fueron escuchados de labios peninsulares sentencias tan auras como esta de Sarmiento: "Los araucanos son indios asquerosos a quienes habríamos hecho colgar y mandaríamos colgar ahora"; y jamas, durante la época colonial, se produjo la situación de Guatemala en 1870, cuando el Presidente Barrios anuló e incluso ordenó destruir los títulos de propiedad otorgados a los indios quiché por la Corona de España, aboliendo una situación legal avalada por siglos de existencia y deshaciendo, con daño del país, un orden económico que había traído la paz y la ventura a los indígenas. Lo que hay de auténtico y de valioso en el indigenismo es patrimonio de la Hispanidad, en cuanto que la Hispanidad tiene un núcleo medular cristiano. Ramiro de Maeztu, al enfrentarse con el problema "nativista", como se llama en Brasil la doctrina que mantiene la postura indoamericana, ha escrito de modo admirable: "Cuando el azteca culto compare un día la gran promesa que significa la catedral de Méjico, con la miseria, la ignorancia y las supersticiones de muchos de sus hermanos, es muy posible que se le ocurra renegar de la promesa y declararse enemigo de la Iglesia católica. Pero también es muy posible que vislumbre que la obra de la Hispanidad no está sino iniciada, que consiste precisamente en sacar a los indios y a todos los pueblos de la miseria y de la crueldad, de la ignorancia y de las supersticiones. Y acaso entonces se le entre por el alma un relámpago de luz que le haga ver que su destino personal consiste en continuar la obra en la medida de sus fuerzas. A1 reflejo de esa chispa de luz, habrá surgido un caballero de la Hispanidad, que también podrá ser un duque castellano, o un estudiante de Salamanca, o un cura de nuestras aldeas, o un hacendado brasileño, un estanciero argentino, un negro de Cuba, un indio de Méjico o Perú, un tagalo de Luzón o un mestizo de cualquier país de América, así como una monja o una mujer intrépida, porque si un ideal produce caballeros, también han de nacerle damas que le sirvan.". *

Texto de Blas Piñar, In: Mistica y Politica de Hispanidad

www.hispanidad.tripod.com